TRADUÇÃO: “Our Interview with The Vaccines”

* Entrevista publicada no dia 31 de outubro de 2012 no Spotify: http://www.spotify.com/uk/blog/archives/2012/10/31/our-interview-with-the-vaccines/

Nossa entrevista com The Vaccines

Há uma festa barulhenta acontecendo no quarto de Freddie Cowan, do The Vaccines. “Estou fazendo uma festa comigo mesmo!” ele grita acima do barulho. “Está tocando Thrills agora, uma música popular do passado…”

Recentemente, Freddie fez uma festa em seu quarto de hotel no México que durou dois dias, “mas eu não quero falar sobre isso”, ele disse, não inteiramente convencido, e adicionou: “Não tocamos The Thrills naquele dia. Integrantes do The Maccabees e alguns membros da banda da Florence (mas não a Florence!) estavam lá. Apenas boas pessoas fazendo coisas boas”, ele ri, “em um ambiente seguro e agradável”.

Onde você está e o que está fazendo agora?
Estou em Estocolmo. Está um dia bonito e não vamos tocar até amanhã, então estou indo cortar o cabelo, então mandarei algumas coisas para amigos em Nova York, pelo Halloween. Quero sair e explorar Estocolmo agora. É uma cidade bonita e as pessoas são lindas.

Que música tocava na casa em que você cresceu?
Muito blues. Meu pai tocava blues em uma guitarra: John Lee Hooker, Lightnin’ Hopkins, T-Bone Walker. Também tocava muito rock clássico britânico, Black Sabbath e Led Zeppelin. Ele cresceu em Stockton e costumava ver essas bandas tocando em lugares como o teatro local ou o cinema. E minha mãe gostava muito de Motown, então foi uma educação muito boa!

Qual foi o primeiro álbum que você se apaixonou?
Provavelmente foi “Rubber Soul”, do The Beatles. Digo, eu amei o álbum do Pokémon quando eu tinha dez anos, mas o primeiro que eu me comprometi foi o “Rubber Soul”. Era tudo sobre aquela primeira e dolorosa separação! “Michelle” e “Girl” foram músicas que eu ouvia enquanto sentava na minha escrivaninha e me sentia quebrado. Na verdade, quando eu era mais novo eu amava James Brown, especialmente “Cold Sweat”. Era “a” música pra mim.

Qual foi o primeiro álbum que você comprou?
“Surfer Rosa”, do Pixies, mas foi um erro! Fui à HMV comprar outra coisa, mas todos os álbuns do Pixies estavam custando três libras e tinha uma mulher seminua na capa, então o comprei. Gostei de “Bone Machine”, mas demorei alguns anos para realmente apreciar o resto do álbum, eu tinha aproximadamente 11 anos na época! Eu também costumava andar de skate, então nós tentávamos procurar álbuns de bandas punk que ouvíamos em vídeos de skate. Foi assim que conhecemos The Strokes. Estávamos procurando por The Stitches e encontramos o EP do The Strokes, que saiu antes deles explodirem. Foi assim que conhecemos The Doves, A Tribe Called Quest, Digable Planets, Craig Mack e tantas outras bandas punk como Ramones, The Damned, The Undertones, e a minha favorita, The Buzzcocks, bem como bandas hardcore como Minor Threat.

Você já foi straight edge?
Não, não fui! Mas Justin (Young, vocalista) foi por quatro ou cinco anos, mas isso deixou ele mal no fim. Agora ele não para de comer cheeseburgers.

Que álbum fez você pensar “eu poderia estar em uma banda…”?
O primeiro álbum do Velvet Underground desmistificou o rock’n’roll para muitas pessoas. Parece simples, mas na realidade não é. Também amamos o terceiro álbum do Pale Blue Eyes, mas estar em uma banda nunca pareceu impossível. Eu amava a atitude do The Clash, eles também foram muito importantes.

Quais são os cinco álbuns que, sem eles, não existiria The Vaccines?
“Milo Goes To College”, do The Descendants; o primeiro álbum do Velvet Underground; “Lesson No. 1”, do Glenn Blanca; “Gene Vincent and The Blue Caps” e “Pet Sounds”, do Beach Boys.

A música perfeita existe?
Existe em todos os lugares. Se você é honesto, se existe comprometimento pessoal, então quem poderá dizer que não é perfeita? Dolly Parton escreveu algumas músicas perfeitas. “Harvest Moon”, do Neil Young, é uma música perfeita e “Heart of Gold” também. Perfeição tem a ver com comprometimento, se um artista realmente quer dizer aquilo, não há razão para que não seja perfeito. É natural, e tudo é perfeito na natureza.

O que você está ouvindo no momento?
Saí com os rapazes do Trentemøller ontem à noite. Eles tem uma música chamada “Silver Surfer, Ghost Rider Go!!!”, que é brilhante, e “Don’t You Know”, do Jan Hammer, é demais. O Dr. John fez uma gravação com o The Black Keys e há uma faixa chamada “Ice Age” que é fantástica.

Que músicas você lutaria para que o DJ colocasse?
Nenhuma! Não quero forçar meu gosto musical às outras pessoas. Se eu estivesse sendo DJ, isso seria diferente, então eu escolheria “Train in Vain”, do The Clash; “Rock and Roll Pt. 2”, do Gary Glitter – desculpa – , “Why Should I Love You?”, do R. Stevie Moore; “Don’t You Know”, do Jan Hammer e “Silver Machine”, do Hawkind.

Essa é, literalmente, uma ótima festa.
Sim. E eu também acrescentaria “A Half Full Glass of Wine”, do Tame Impala.

O que você ouviria no dia seguinte?
Bom, você tem que ser cuidadoso para não ficar muito desapontado. Gosto de Emitt Rhodes, ele é fantástico. Ouviria “Transformer” pra me deixar no clima novamente. É muito relaxante e te deixa depressivo. Ouviria “Exile on Main Street”, algo legal que justificaria meu mau comportamento. Minha justificativa seria: essas pessoas se comportaram tão mal quanto eu e a maioria delas ainda estão vivas, então quão ruim isso pode ser?

Finalmente, qual é o seu barulho favorito?
Água correndo. Eu gostaria de ser um rio. Um rio grande, não um riacho. Um rio grande do caralho! Quando eu morrer, quero ser cremado e ter minhas cinzas jogadas em um rio e ser levado pela correnteza.

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